Por que tantos imóveis novos dão dor de cabeça no dia a dia
Retrabalho em imóveis pequenos costuma gerar custos extras e soluções improvisadas

Muitas vezes, o erro em um projeto residencial só se revela no silêncio do uso diário, quando o imóvel já está pronto e as chaves entregues. Detalhes negligenciados, como uma tomada mal posicionada ou uma porta que colide com o mobiliário, nascem ainda na prancheta e florescem como gastos extras e improvisos desconfortáveis.

Especialmente em layouts compactos, onde cada centímetro é um ativo precioso, o planejamento estratégico é a diferença entre um refúgio e uma fonte de estresse.

Erros que mais podem te afetar

Os erros em projetos residenciais que mais afetam o dia a dia estão ligados à falta de funcionalidade e ao mau dimensionamento dos ambientes. Circulação apertada, poucos espaços de armazenamento e móveis “no limite” comprometem a organização e dificultam a limpeza.

Iluminação fria em quarto residencial deixando o ambiente pouco aconchegante
Iluminação errada no quarto compromete o conforto visual e a qualidade do descanso – Créditos: depositphotos.com / membio

Outro ponto é a falta de alinhamento entre o projeto e o estilo de vida dos moradores, como ausência de área para home office, pouco espaço para crianças ou animais circularem e falta de lugares para guardar objetos do cotidiano. Assim, o imóvel pode até ser bonito, mas se torna pouco prático e cansativo no uso diário.

Leia também: Como tornar sua casa mais confortável e aconchegante.

Como prevenir erros em projetos residenciais antes da obra

A prevenção começa no levantamento das necessidades dos moradores, mapeando rotina, hábitos e prioridades. Quanto mais detalhada essa etapa, menor a chance de equívocos e de reformas em curto prazo, pois layout, mobiliário e instalações já são pensados de acordo com o uso real do imóvel.

Alguns cuidados tornam o projeto um guia mais confiável para a execução. A seguir, pontos essenciais que devem ser avaliados em conjunto com o profissional responsável:

  1. Mapear a rotina da família: horários de uso dos ambientes, número de moradores, presença de pets e necessidades específicas.
  2. Definir o mobiliário principal antes: cama, sofá, mesa de jantar, bancadas e armários orientam medidas e posição de tomadas.
  3. Revisar a planta em escala: simular trajetos, abertura de portas e encaixe de móveis ajuda a prever problemas de circulação.
  4. Validar iluminação e ventilação: analisar orientação solar, posição das janelas e distribuição dos pontos de luz.
  5. Compatibilizar todos os projetos: arquitetônico, estrutural, elétrico e hidráulico precisam estar integrados.

Os erros em projetos residenciais nem sempre surgem por falta de conhecimento técnico, mas muitas vezes por ausência de diálogo e planejamento conjunto. Quando as decisões são tomadas com calma, com acompanhamento profissional e foco no modo de viver dos moradores, o imóvel tende a funcionar melhor no dia a dia, com menos adaptações e maior eficiência em cada ambiente.

A distribuição de espaços pensada

A distribuição interna é um dos pontos com mais falhas em planta baixa, como corredores longos, quartos estreitos e salas em formato irregular. Isso prejudica a organização, reduz áreas de apoio e incentiva improvisos em cozinhas e banheiros, com portas que batem em louças ou boxes apertados.

Entre os problemas mais comuns estão ambientes-chave mal dimensionados, que atrapalham tarefas diárias e o fluxo da casa, como:

  1. Cozinha mal planejada: distância inadequada entre pia, fogão e geladeira, comprometendo o “triângulo de trabalho”.
  2. Lavanderia improvisada: área tão pequena que não comporta máquina, tanque e espaço para secar roupas.
  3. Salas superdimensionadas: enquanto quartos, closets ou home office ficam pequenos demais.
  4. Falta de armários planejados: gera acúmulo de objetos à vista e sensação de bagunça permanente.
Distribuição correta de planta baixa
Distribuição correta de planta baixa

Outro erro recorrente em projeto de casa ou apartamento é ignorar a circulação, com portas alinhadas em excesso, pilares mal posicionados e falta de recuos para abertura de portas e gavetas. Esses “gargalos” de passagem são ainda mais críticos para idosos ou pessoas com mobilidade reduzida, que precisam de espaços amplos e sem obstáculos.

Onde erros em instalações elétricas e hidráulicas mais aparecem

Entre os principais erros de projeto, a parte elétrica merece atenção especial, pois impacta segurança e conforto. Falta de tomadas, pontos mal localizados e circuitos sobrecarregados levam ao uso de extensões, fios aparentes e dificultam a automação residencial, cada vez mais comum.

Na parte hidráulica, é frequente posicionar banheiros, cozinhas e áreas de serviço sem considerar prumadas e quedas de água, causando perda de pressão, ruídos nas tubulações e maior risco de vazamentos. Também são comuns falhas como ausência de previsão para aquecedor a gás ou solar, falta de pontos de água e esgoto para futuras ampliações, ralos mal posicionados que formam poças e desníveis insuficientes para o escoamento.

Veja com larissareisarquiteta 5 erros de obra que podem acabar com o seu dinheiro:

@larissareisarquitetura

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♬ som original – Larissa Reis