
Quando um animal de estimação fica sozinho em casa, muita coisa acontece além do silêncio do ambiente. Cães, gatos e outros pets reagem de maneiras diferentes à ausência dos tutores, variando entre tranquilidade, curiosidade e sinais de estresse. Entender o que eles sentem ajuda a identificar comportamentos que podem passar despercebidos no dia a dia e a prevenir problemas mais sérios, como a ansiedade de separação.
O que os pets sentem quando ficam sozinhos em casa
A intensidade das emoções varia de acordo com o vínculo com o tutor, o histórico de vida e a rotina do ambiente. Alguns animais se adaptam com facilidade, enquanto outros apresentam sinais físicos e emocionais mais intensos, como inquietação, vocalização e alteração de apetite.
Em muitos casos, a solidão pode gerar ansiedade de separação, estado em que o animal sofre com a ausência do tutor. Já em outros, o sentimento predominante é apenas estranhamento temporário. Gatos tendem a ser mais independentes, mas também podem sentir falta da presença humana, sobretudo quando há mudanças bruscas na rotina.
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Principais sinais de que o animal sofre quando está sozinho
Os pets não conseguem explicar em palavras o que sentem, mas expressam emoções por meio de atitudes e reações físicas. Quando a solidão é um problema, o animal costuma demonstrar isso logo que o tutor chega em casa ou mesmo durante a ausência, por meio de barulhos, bagunça e comportamentos repetitivos.
A seguir estão alguns comportamentos comuns que podem indicar desconforto, estresse ou ansiedade durante o período em que o pet fica sozinho, exigindo observação atenta dos tutores para identificar mudanças no dia a dia do animal.
- Latidos ou miados excessivos: podem indicar ansiedade, tédio ou necessidade de contato.
- Destruição de objetos: roer móveis, rasgar almofadas ou arranhar portas pode ser uma forma de aliviar tensão.
- Marcação de território dentro de casa: xixi em locais incomuns às vezes está ligado ao estresse.
- Falta de apetite ou apatia: alguns animais comem menos ou ficam mais quietos durante e após a solidão.
- Comportamentos repetitivos: lamber patas sem parar ou andar em círculos pode ser sinal de desconforto emocional.
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Como reduzir o estresse dos pets ao ficarem sozinhos em casa

Para tornar a experiência de ficar sozinho mais tranquila, é importante criar uma rotina que ofereça segurança e estímulos ao animal. Pequenas mudanças no ambiente e nos hábitos diários podem diminuir o impacto emocional da ausência dos tutores e prevenir problemas comportamentais no futuro.
Algumas estratégias simples de manejo ambiental e de organização da rotina ajudam a promover bem-estar, tornando os períodos de solidão mais previsíveis e menos estressantes para cães, gatos e outros pets.
- Manter horários previsíveis: refeições, passeios e brincadeiras em horários semelhantes ajudam o pet a entender o ritmo da casa.
- Oferecer brinquedos interativos: brinquedos recheáveis com petiscos ou jogos de farejar mantêm o animal ocupado por mais tempo.
- Criar um espaço seguro: cama confortável, água fresca e um local tranquilo reduzem a sensação de insegurança.
- Evitar despedidas longas e dramáticas: saídas muito carregadas de atenção podem aumentar a expectativa e a ansiedade.
- Estimular exercícios antes de sair: um bom passeio ou sessão de brincadeiras gasta energia e favorece o descanso quando o pet fica sozinho.
Quando a solidão do pet precisa de ajuda profissional especializada
Há situações em que o sofrimento do animal ao ficar sozinho ultrapassa o que seria considerado uma adaptação normal. Quando o pet apresenta destruição intensa, vocalização constante, automutilação ou mudanças expressivas de comportamento, pode estar diante de um quadro de ansiedade mais sério.
Nesses casos, o acompanhamento de um médico-veterinário ou de um profissional especializado em comportamento animal torna-se essencial. Esse atendimento permite avaliar se há condições médicas associadas, sugerir ajustes na rotina e, quando necessário, indicar terapias comportamentais ou outras abordagens adequadas para promover bem-estar.