
Um cardápio com prato a R$ 470 na Praia de Geribá, em Búzios, viralizou nas redes e virou alvo de fiscalização. Após denúncias, o Procon-RJ identificou preços abusivos e falhas sanitárias em quiosques da orla e aplicou autuações.
O que aconteceu em Geribá: cardápio viral e autuação
A repercussão começou com a circulação de imagens de um cardápio na Praia de Geribá com valores considerados fora do padrão por parte do público, incluindo refeições a R$ 470. Depois disso, equipes do Procon-RJ e da SEDCON foram à região e autuaram estabelecimentos por indícios de prática abusiva.
Segundo a Prefeitura, a operação foi uma ação conjunta realizada em 31/12, com participação também da Secretaria de Ordem Pública, Guarda Civil Municipal e Polícia Militar, após denúncias que citavam, além de preços, suspeitas de venda casada e outras irregularidades previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O que a fiscalização encontrou: preços abusivos e falhas sanitárias
Durante a vistoria, a fiscalização relatou preços abusivos e, além disso, irregularidades sanitárias em estabelecimentos da orla. Entre os problemas apontados estavam alimentos sem data de validade, sem embalagem adequada e armazenados de forma incorreta. Materiais considerados impróprios para consumo foram apreendidos e descartados.
O cardápio que viralizou incluía, por exemplo:
- Refeição a R$ 470
- Porção de frango, peixe e fritas a R$ 300
- Porção de pastéis a R$ 150
Prazo para adequação e fiscalização em outros pontos
Os estabelecimentos flagrados foram notificados e receberam prazo de 24 horas para adequar os preços praticados. Além dos quiosques e restaurantes, a operação também fiscalizou um estacionamento nas proximidades, onde foi constatada cobrança abusiva.
Por que esse caso chama atenção na alta temporada
Quando um cardápio viraliza por valores extremos, o impacto vai além do bolso: afeta a confiança do turista, pressiona a imagem do destino e, ao mesmo tempo, aumenta o risco de conflitos no atendimento — sobretudo em período de alta temporada, quando a orla fica mais cheia e o consumidor decide rápido. Por isso, a Prefeitura afirma que a fiscalização seguirá intensificada para proteger consumidores e garantir transparência nas relações de consumo.
Como o consumidor pode se proteger na praia
Para evitar surpresas, algumas medidas simples ajudam, especialmente em quiosques e barracas na areia:
- Peça o cardápio e confirme os preços antes de pedir.
- Solicite a conta detalhada e guarde comprovantes (foto do cardápio e nota).
- Desconfie de práticas denunciadas como venda casada (exigir consumo/compra vinculada para liberar serviço), que motivaram parte das reclamações que levaram à operação.
- Se notar problemas de higiene (alimento sem identificação/validade, armazenamento inadequado), não consuma e registre a ocorrência.
Onde denunciar: canais oficiais
- Disque Procon 151 (atendimento do Procon-RJ).
- Registro online no Procon Online (RJ) e via aplicativo orientado pelo órgão.
- Fala Consumidor (SEDCON): canais oficiais divulgados pela secretaria (WhatsApp e e-mail).