Pessoa caminhando em área verde como forma de cuidar da saúde mental
Movimento diário é uma forma acessível de equilíbrio emocional - Créditos: depositphotos.com / alekseykh

Caminhar regularmente é um hábito simples e acessível que contribui para o bem-estar mental, ajudando a aliviar tensões, melhorar o humor, aumentar a disposição e oferecer uma forma prática de lidar com o estresse e a ansiedade do dia a dia.

Como a caminhada contribui para o bem-estar mental?

Ao caminhar, o corpo aumenta a circulação sanguínea, inclusive no cérebro, favorecendo a oxigenação e o funcionamento de áreas ligadas ao humor, memória e tomada de decisões.

A caminhada também estimula a liberação de endorfinas, serotonina e dopamina, substâncias ligadas ao bem-estar, prazer e motivação. Com a prática regular, esses efeitos ajudam a reduzir o estresse, aliviar sintomas leves de ansiedade e melhorar o sono.

Leia também: Alongar antes da caminhada ajuda o corpo a sair do repouso com mais leveza.

Por que caminhar regularmente melhora o equilíbrio emocional?

A regularidade é essencial. Caminhar apenas uma vez gera alívio passageiro, mas, quando o hábito é mantido, o cérebro se adapta ao estímulo e reforça circuitos ligados à regulação do humor e à resiliência emocional.

Com o tempo, a pessoa tende a perceber menos tensão diária, mais clareza mental e melhora na autoestima, especialmente após algumas semanas de prática constante.

  • Redução da tensão diária, com menor sensação de sobrecarga emocional;
  • Melhora na clareza mental, facilitando organização de ideias e decisões;
  • Estímulo ao senso de autonomia, ao perceber que é possível cuidar da própria saúde com um recurso simples;
  • Fortalecimento da autoestima, ao cumprir metas de tempo ou distância;
  • Apoio no manejo de sintomas depressivos leves, associado a acompanhamento profissional quando necessário.

Veja com dr.robertoyano 7 benefícios incríveis de caminhar todo dia:

@dr.robertoyano

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Como incluir a caminhada na rotina para gerenciar o estresse?

Caminhar sem pressa pode trazer mais clareza e bem-estar ao dia
Regularidade na caminhada fortalece o humor e a disposição | Créditos: depositphotos.com / SimpleFoto

Para que a caminhada ajude de fato na saúde mental, ela precisa caber na rotina de forma realista. Metas exageradas podem gerar frustração, por isso é importante considerar tempo disponível, condicionamento físico e segurança do local.

Uma forma prática de criar o hábito é seguir alguns passos simples, que facilitam a constância e tornam a prática mais leve e sustentável.

  1. Definir um horário fixo: escolher momentos com menos compromissos, como início da manhã ou fim da tarde;
  2. Começar com metas pequenas: iniciar com 10 a 15 minutos em ritmo confortável e aumentar aos poucos;
  3. Usar a caminhada como “pausa mental”: afastar-se de telas, barulhos e tarefas estressantes;
  4. Observar o ambiente: notar árvores, construções e sons, favorecendo um estado de presença;
  5. Registrar a evolução: anotar tempo, distância aproximada ou frequência semanal para manter a motivação.

Quais cuidados são importantes ao usar a caminhada para cuidar da mente?

A caminhada é segura para a maioria das pessoas, mas exige atenção, especialmente para quem está parado há muito tempo ou tem problemas de saúde. Em casos de doenças crônicas, dores persistentes ou limitações físicas, é recomendável buscar orientação profissional antes de iniciar, sobretudo em caminhadas mais intensas.

Alguns cuidados práticos ajudam a manter a segurança e o conforto, tornando a caminhada um recurso duradouro para a saúde mental e física.

  • Uso de calçados adequados, para evitar desconfortos e lesões;
  • Hidratação adequada, principalmente em dias quentes ou percursos maiores;
  • Escolha de locais seguros, com boa iluminação e circulação de pessoas;
  • Atenção aos sinais do corpo, como tontura, dor intensa ou falta de ar, que exigem pausa e, se necessário, avaliação médica;
  • Associação ao acompanhamento profissional quando houver tratamento psicológico ou psiquiátrico, usando a caminhada como complemento, e não substituição.