O lado obscuro do tempo de tela que muitos pais ignoram
O uso de telas tem um impacto negativo no desenvolvimento e qualidade de vida das crianças. | Créditos: depositphotos.com / textandphoto

O uso intenso de celulares, computadores, tablets e televisores faz parte da rotina de grande parte da população. A tecnologia facilita trabalho, estudo e lazer, mas o excesso de telas afeta o bem-estar físico e emocional, influenciando sono, humor, produtividade e relacionamentos.

O que é considerado excesso de telas no dia a dia

Não há um número fixo de horas que defina excesso para todos. Porém, quando o tempo de tela ocupa grande parte do tempo livre e interfere em sono, exercícios, interação presencial e tarefas essenciais, há indício de uso exagerado.

Para crianças e adolescentes, as recomendações são mais restritivas, pois o cérebro em desenvolvimento é mais sensível. Além da quantidade de horas, o tipo de conteúdo e o contexto de uso importam, especialmente quando substituem convivência, hobbies e descanso.

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Quais são os principais impactos do tempo de tela no cotidiano

Longos períodos em redes sociais estimulam comparações, consumo contínuo de notícias e muitas notificações, mantendo a mente em alerta. Já o uso prolongado de telas para estudo ou trabalho, sem pausas, aumenta a fadiga mental e reduz a motivação.

Quando a pessoa troca convivência presencial, hobbies ou descanso por mais tempo em frente a aparelhos, surgem impactos progressivos no bem-estar, com mudanças em alimentação, prática de atividade física e momentos de relaxamento.

Como o excesso de telas afeta o bem-estar físico e mental

Pessoa com olhos fechados tentando aliviar a fadiga mental após trabalho digital
Dificuldade de concentração pode ser sinal de sobrecarga digital- Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

O uso excessivo de telas está ligado a cansaço visual, com olhos secos, ardência e dificuldade de foco após muitas horas em monitores. A postura também é prejudicada, com ombros tensionados e dores no pescoço e lombar.

No campo emocional, a exposição prolongada à luz azul à noite reduz a produção de melatonina, hormônio do sono. Isso pode dificultar o adormecer, piorar a qualidade do descanso e favorecer irritabilidade, queda de energia e dificuldade de concentração no dia seguinte.

Quais são os efeitos mais frequentes do uso excessivo de telas

Os efeitos mais comuns incluem alterações de sono, fadiga mental e sintomas físicos. Quando esses sinais persistem, indicam que o uso digital ultrapassou um limite saudável.

  • Alterações de sono: dificuldade para dormir, sono leve ou despertar cansado.
  • Fadiga mental: mente “carregada”, perda de foco e menor criatividade.
  • Sintomas físicos: dores musculares, cefaleias, desconforto ocular e rigidez corporal.
  • Isolamento social: preferência por interações virtuais em vez de encontros presenciais.
  • Oscilações de humor: maior sensibilidade ao estresse e menor tolerância a frustrações.

Quais sinais indicam que o tempo de tela está prejudicando o bem-estar

Sinais comuns incluem checar o celular constantemente, mesmo sem notificações, perder a noção do tempo em feeds e vídeos e não conseguir ficar desconectado durante refeições e encontros.

Outro alerta é a queda no desempenho escolar ou profissional enquanto aumenta o tempo em redes sociais, jogos ou streaming. Em crianças e adolescentes, irritação ao desligar o aparelho e desinteresse por brincadeiras offline merecem atenção.

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Como equilibrar o uso de telas e preservar o bem-estar

Equilibrar a tecnologia não significa abandonar os dispositivos, mas criar limites claros e hábitos de uso mais conscientes. Pequenas mudanças diárias reduzem o impacto das telas sem prejudicar trabalho, estudo ou lazer digital.

Algumas estratégias simples ajudam a manter as telas presentes, mas sem dominar toda a rotina.

  1. Definir horários: reservar períodos sem telas, especialmente ao acordar e antes de dormir.
  2. Fazer pausas regulares: a cada 40 ou 50 minutos, levantar, alongar e descansar os olhos.
  3. Ajustar o ambiente: usar cadeira adequada, ajustar a altura da tela, regular o brilho e evitar luz direta intensa.
  4. Priorizar interações presenciais: marcar encontros com amigos e família e manter atividades fora do ambiente digital.
  5. Variar atividades: incluir leitura em papel, caminhadas, esportes, artes ou outras práticas sem aparelhos eletrônicos.

Em famílias com crianças e adolescentes, combinar regras em conjunto facilita a adesão, como horários definidos para jogos e redes sociais e manter dispositivos fora do quarto à noite. Em casos de dificuldade para reduzir o uso ou presença de sintomas importantes, o apoio de profissionais de saúde pode ajudar a ajustar hábitos e cuidar melhor do bem-estar.