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Rio de Janeiro - Um assalto a ônibus na manhã desta quinta-feira (3) terminou em pânico e violência na Zona Norte do Rio de Janeiro. O crime aconteceu por volta das 6h15, na linha 232 (Lins x Castelo), quando dois criminosos armados embarcaram em São Cristóvão e anunciaram o assalto na altura da Praça da Bandeira. Durante a ação, quatro passageiros se jogaram do veículo em movimento para escapar da violência.

Passageiros pularam do ônibus em movimento durante desespero

Segundo relatos, um dos criminosos rendeu o motorista, enquanto o outro assaltava os passageiros. Um homem que se recusou a entregar seus pertences foi agredido brutalmente, o que aumentou o clima de terror dentro do coletivo.

A tensão levou quatro passageiros a forçarem a porta traseira e pularem do ônibus, caindo do Viaduto dos Fuzileiros, já na altura da Cidade Nova. As vítimas foram socorridas por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, com fraturas expostas e lesões graves. Três seguem em estado estável, e um passou por cirurgia na cabeça.

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Criminosos fugiram e seguem foragidos

Mesmo sob a mira de um dos bandidos, o motorista conseguiu seguir dirigindo até próximo à sede da Prefeitura do Rio, onde pediu ajuda a uma viatura policial. Os criminosos fugiram antes da abordagem. A Polícia Militar realizou buscas, mas nenhum suspeito foi capturado até o momento.

O motorista relatou que não foi a primeira vez que enfrenta esse tipo de situação:

“Todo dia é a mesma coisa. A gente registra ocorrência, envia as imagens, mas nada muda”, desabafou.

Relatos de medo, perdas e sensação de abandono

Uma passageira que trabalha como cozinheira e não se identificou, contou que faz o mesmo trajeto todos os dias, mas pela primeira vez viveu uma situação de tamanha violência. Segundo ela, os assaltantes estavam extremamente agressivos e levaram tudo o que encontraram, inclusive sua mochila com documentos, celular, receita médica e a marmita do dia.

“Hoje foi muito triste. Peguei o ônibus vazio porque estou em tratamento de saúde e achei que seria mais seguro. Foi desesperador ouvir os gritos e ver o bandido com a arma na cabeça do motorista”, relatou.

A cozinheira lamentou a sensação de insegurança constante vivida pelos trabalhadores cariocas:

“Me senti órfã da segurança. A gente está sozinha, abandonada.”

Sindicato cobra medidas contra a insegurança no transporte

Em nota oficial, a Rio Ônibus — sindicato das empresas de ônibus da cidade — lamentou o episódio e voltou a cobrar ações do poder público:

“A insegurança no transporte coletivo do Rio de Janeiro não pode ser tratada apenas como estatística. É urgente que as autoridades adotem medidas efetivas para garantir o direito de ir e vir da população”, diz o comunicado.

As vítimas que escaparam sem ferimentos prestaram depoimento na 18ª DP (Praça da Bandeira), que ficará responsável pela investigação do caso.

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