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Viradouro leva contos de fadas à Avenida

Viradouro leva contos de fadas à Avenida

Sete agremiações abrem hoje (3) a primeira noite das escolas de samba do grupo especial do carnaval carioca. A abertura fica a cargo da Império Serrano, tradicional escola de Madureira, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

Com nove títulos no currículo, sendo o último deles em 1982, a verde e branco de Madureira levará para a avenida um enredo sobre os mistérios da vida. Como samba-enredo, em vez de apresentar uma composição original, a agremiação decidiu apostar na música “O que é? O que é?”, de Gonzaguinha.

Em seguida, a Marquês de Sapucaí abre espaço para a Unidos do Viradouro, escola de Niterói que tem um título (1997). A vermelho e branco da cidade sorriso vai para a Marquês de Sapucaí com mais de 2.900 componentes, com a intenção de encantar o público com o enredo ViraViradouroque apresenta as histórias que as avós contavam. O enredo com o universo de histórias infantis e de contos de fadas tem no final uma floresta encantada. “Para a gente mergulhar nessa floresta e através do livro que a vovó nos manda ler, a gente possa renascer das cinzas”, revelou o carnavalesco Paulo Barros.

A terceira escola a desfilar é outra escola de fora da cidade do Rio, a Acadêmicos do Grande Rio. Sem nunca ter sido campeã, a tricolor (verde, vermelho e branco) de Duque de Caxias acumula três vice-campeonatos (2006, 2007 e 2010). Neste ano, o enredo será sobre educação (ou a falta dela) e maus comportamentos.

Já na madrugada de segunda-feira (4), quem faz a festa é a Acadêmicos do Salgueiro. A vermelho e branco da Tijuca, que acumula nove títulos, sendo o último em 2009, homenageará a entidade Xangô, entidade cultuada pelas religiões de matriz africana no Brasil.

A atual campeã, Beija-Flor de Nilópolis, entra na avenida em seguida. A azul e branco da Baixada Fluminense tentará seu décimo quinto título do grupo especial com uma auto-homenagem por seus 70 anos.

Depois é a vez da Imperatriz Leopoldinense, a verde e branco de Ramos, que acumula oito títulos, sendo o último em 2001. Neste ano, o enredo falará sobre o dinheiro e sua relação com o ser humano, de uma forma bem-humorada.

A tetracampeã Unidos da Tijuca (1936, 2010, 2012 e 2014) fecha o primeiro dia do grupo especial. O desfile da amarelo e azul da Tijuca será uma homenagem ao pão, o alimento mais popular do mundo, segundo a agremiação.

São 36 jurados que avaliarão as escolas em nove quesitos: mestre-sala e porta-bandeira, bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, alegorias e adereços, fantasias e comissão de frente. Cada quesito receberá uma nota de 9,0 a 10,0, com variações de uma casa decimal (ou seja, notas como 9,1 ou 9,8).

As duas últimas colocadas serão rebaixadas para o grupo de acesso, enquanto a campeã do grupo de acesso desfilará no grupo especial em 2020. As seis primeiras colocadas voltam a desfilar no sábado (9).

Para entender o desfile

Cada escola tem, no mínimo, 65 minutos, e, no máximo, 75 minutos, para desfilar; pelo menos 200 ritmistas na bateria; pelo menos 70 baianas; de cinco a seis alegorias; de dez a 15 pessoas na comissão de frente; máximo de 200 diretores; de 2.500 a 3.500 componentes.

Fonte: Liga Independente das Escola de Samba (Liesa) / Ebc

Foto: Carlos Papacena / Divulgação Facebook Viradouro