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Apresentação de Capoeira no MAC Niterói foca em diversidade e inclusão

Instituto Mestrissimo Zezeu Capoeira

A capoeira, um dos maiores patrimônios culturais do Brasil, é o foco da nova atração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Neste sábado, dia 14 de janeiro, o Instituto Mestrissimo Zezeu Capoeira traz uma apresentação artística “Capoeira Estilo Livre” para o público de Niterói.

Focado em promover a difusão da técnica e da cultura, o Instituto trabalha a afirmação de que a capoeira é para todas as pessoas, sem distinção de cor, credo, gênero, idade e orientação sexual. Pautada pela diversidade, a apresentação mistura aqueles que querem performar essa luta em formato de dança, sem distinção.

Já não é de hoje, diversos estudiosos se debruçam para tentar definir de onde vem a capoeira. Alguns dizem que a capoeira surgiu a partir das danças africanas. Outros a tratam como luta na essência. No Brasil, a capoeira se mescla às chamadas danças populares afrobrasileiras e suas contribuições para nossa cultura são enormes. Aceita-se de forma ampla a ideia de que as danças eram realizadas dentre os escravizados com um caráter duplo, tanto para protestar como também para o divertimento em momentos festivos de alegria. Desse caldeirão de protestos e festividades é que surge o maculelê, a puxada de rede, a dança guerreira, a dança do fogo, o samba de roda ou a umbigada, o frevo ou passo, dentre outras danças. Atualmente, a capoeira é considerada como uma das mais expressivas e conhecidas manifestações da cultura brasileira, alçada a patrimônio imaterial nacional.

“A Capoeira Estilo Livre é um conceito. Fui um dos pioneiros na inserção da capoeira em escolas formais, especialmente com o público infantil e juvenil. Nessa fase, vemos a criança, o adolescente e o jovem descobrindo as diferenças e buscando cada um sua autoafirmação. Foi quando percebi que era necessário valorizar outros aspectos da capoeira em detrimento da técnica absoluta da luta. O respeito é algo a se aprender de forma mútua e, na capoeira, por exemplo, o capoeirista tem que aprender a forma e o jeito de gingar de cada um, que é único. Por este motivo brinco com a ideia de que, para além da defesa e manutenção da capoeira angola e regional, temos que lutar também por uma capoeira livre, que busca o respeito às diferenças.”, diz Mestrissimo Zezeu.

A ideia da capoeira estilo livre está presente também nos trabalhos do Ponto de Cultura Grito de Liberdade, oficinas de capoeira e cultura popular que Mestrissimo Zezeu desenvolve no Pró-Criança em São Domingos e na Comunidade da Vila Ipiranga junto a crianças e adolescentes.

  • Evento: apresentação “Capoeira Estilo Livre”
    Data: Sábado, 14 de janeiro de 2022
    Horário: 14h
    Evento gratuito
    Classificação indicativa: Livre
  • Local: Pátio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/n – Boa Viagem, Niterói
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