Polícia

Pastor é preso em flagrante por falso testemunho

Arquivo

Agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) prenderam em flagrante, nesta quinta-feira (20), um pastor acusado de falso testemunho durante a depoimento sobre a morte do jornalista Robson Giorno. O crime ocorreu em maio de 2019, em Maricá.

Giorno foi morto em 2019, aos 45 anos, na Avenida Prefeito Ivan Mundin, próximo à sua casa. Ele foi alvejado com seis tiros por um homem disfarçado com capuz em um carro. O jornalista era dono do jornal “O Maricá” e foi pré-candidato à prefeitura daquele município pelo partido Avante. Na mesma época em que o jornalista foi assassinado, outras cinco pessoas ligadas à vida política da cidade também foram executadas.

De acordo com a delegacia, o falso testemunho ficou evidente quando comparados os termos de declaração anteriores com o atual, além de uma petição protocolada em janeiro deste ano. O pastor acusado foi encaminhado à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e de lá segue para uma unidade do sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

A Prefeitura de Maricá, por meio da secretaria de Saúde, informou que a partir do conhecimento público de sua detenção, o acusado foi exonerado nesta sexta-feira (21/10) do cargo em comissão que exercia na vigilância sanitária da cidade. A Prefeitura de Maricá esclareceu ainda que o referido servidor nunca teve qualquer influência sobre nomeações e exonerações, em nenhuma área da gestão municipal.

Sindicato dos Jornalistas repudiou o ocorrido à época

  • “Niterói, 19 de junho de 2019
    Nota OficialMais um profissional de Imprensa é brutalmente assassinado, o jornalista Romário Barros, criador do portal ‘Lei Seca Maricá (LSM)’, em Maricá, que se soma a preocupante e deplorável estatística de jornalistas mortos no Estado do Rio de Janeiro e no País.

    O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro lamenta e manifesta sua solidariedade a família do jornalista e vem a público pedir aos órgãos de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e as autoridades constituídas que tomem urgentes providências para elucidar este abominável crime.

    O Sindicato dos Jornalistas reafirma que, apesar desta lamentável estatística de crimes contra jornalistas, nada vai calar a liberdade de Imprensa e o exercício da profissão.

    No último dia 25, o proprietário do Jornal Maricá, Robson Giorno, também foi assassinado. São dois crimes contra jornalistas em menos de um mês, na mesma cidade de Maricá.

    É hora de dar um basta na violência, na intolerância, naqueles que acham que pela força, pela violência, pelo assassinato, vão calar os jornalistas, vão intimidar a Imprensa, vão acabar com o direito constitucional da liberdade de expressão e da democracia.

    Mário Sousa

    Presidente”

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