Vereadora de Niterói relata sofrer nova ameaça de morte
Polícia

Vereadora de Niterói relata sofrer nova ameaça de morte

A vereadora Benny Briolly (PSOL) registrou a ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, no Centro do Rio, na tarde desta segunda-feira (20), após relatar sofrer ameaça de morte. No último domingo (19), a parlamentar recebeu um e-mail no qual o remetente afirma que irá atirar nela. Benny é a primeira vereadora trans do estado do Rio. “Eu e minha equipe já estamos aqui na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância para registrar a ocorrência da ameaça de morte que sofri ontem. Espero que as devidas providências sejam tomadas. Quero exercer meu ofício como parlamentar com segurança e o Estado precisa me garantir isso!” escreveu a vereadora, que também gravou um vídeo comentando o caso (Assista abaixo). Confira na íntegra a nota divulgada pela vereadora:

“A Vereadora Benny Briolly, primeira travesti eleita no estado do Rio de Janeiro, recebeu uma nova ameaça de morte neste domingo (19). A mensagem chegou pelo email institucional da Mandata de Favela e tem como título “Já estou contando as balas”. Hoje às 15h a vereadora fará a ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

Benny é a mulher mais votada do município de Niterói. Essa não é a primeira vez que a integridade física da vereadora é agredida. Quando ainda era assessora parlamentar de Taliria Petrone, Benny já recebia ataques. Com o processo eleitoral, as ameaças surgiram na campanha e permaneceram ao longo do exercício do mandato.

Com o acúmulo de ameaças e a omissão do Estado, Benny Briolly precisou ser retirada do país pelo PSOL, seu partido, em maio deste ano. No exílio, a vereadora foi incluída no Programa de Proteção de Defensores e Defensoras dos Direitos Humanos. A partir da garantia de segurança e da atuação de órgão públicos acionados pelo Programa, Benny retornou ao Brasil.

O histórico de ameaças e sobretudo esses ataques são fruto do racismo e da transfobia brasileira. Os dados relacionados a violência política de gênero e raça apresentados em 2020 no relatório do Instituto Marielle Franco mostra como lesgislar pode ser um risco. O documento mostra que durante as eleições municipais de 2020 no Brasil, 98,5%, ou seja, quase 100% das candidatas relataram ter sofrido pelo menos um tipo de violência política.

Mas sabemos que não dá pra recuar e é mais do que necessário que providências sejam tomadas. Essa violência é crime e nem deveria existir! Mas mais uma vez a gente reafirma que não seremos interrompidas. Seguimos na luta até que seja tudo nosso e nada deles!

#bennynãoestásó #todeolhonabenny #violênciapolítica”

Print divulgado pela vereadora do e-mail recebido.

Vídeo divulgado pela vereadora

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