MPRJ e Polícia realizam operação para desarticular grupos extremistas, com idolatria ao nazismo que se autodeclaram ultranacionalistas
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MPRJ e Polícia realizam operação para desarticular grupos extremistas, com idolatria ao nazismo que se autodeclaram ultranacionalistas

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI), em conjunto com a Polícia Civil, por meio da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), realiza nesta quinta-feira (16/12) a Operação Bergon, para combater associações entre indivíduos que praticam, divulgam e instigam a realização de atos de discriminação e preconceito em relação à raça, cor, etnia e procedência nacional, além do crime de corrupção de menores.

Alvos da Operação Bergon estão distribuídos entre Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. | Foto: Polícia Civil

Durante a investigação, com a quebra de sigilo de dados e telefônicos autorizados pela Justiça, foi possível identificar a existência de grupos de indivíduos que se autodeclaram nazistas e ultranacionalistas, associados para praticar e incitar atos criminosos. Os investigados, alguns adolescentes, publicam em redes sociais e em aplicativos de mensagens diversas fotografias, imagens e textos de cunho racista, homofóbico, antissemita ou nazista e falam abertamente sobre a prática de violência contra essas populações.

O objetivo é cumprir quatro mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, e Rio Grande do Norte.

O nome da operação faz referência à freira francesa Denise Bergon, que desafiou nazistas ao abrigar e salvar a vida de dezenas de crianças judias durante a Segunda Guerra.

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