Audiência Pública na Câmara de Niterói discute a prevenção ao suicídio na cidade - Niterói
Política

Audiência Pública na Câmara de Niterói discute a prevenção ao suicídio na cidade

Aconteceu na noite do dia 23 de setembro, no Plenário da Câmara Municipal de Niterói, a audiência pública para discutir o Setembro Amarelo, projeto de autoria do Vereador Jhonatan Anjos (PDT), levantando o debate acerca da prevenção do suicídio na cidade de Nterói.

Tristeza, preocupação, depressão e ansiedade são realidades sérias que precisam ser vistas e debatidas com atenção. É preciso levantar essa discussão, porque a depressão precisa ser encarada com a importância que o tema exige. O suicídio é a segunda maior causa de mortes de jovens entre 15 e 29 anos. Anualmente são mais de 12 mil casos no Brasil. O tema de discussão para 2021 em nível mundial: “Criando esperança por meio da ação” reflete a necessidade de uma ação coletiva para debater esse problema de saúde pública.

Além de Jhonatan Anjos, que presidiu a Audiência, participaram da mesa o psicanalista Lenilson Ferreira, membro do Movimento Global para a Saúde Mental e da Associação Brasileira para a Saúde Mental; a psicóloga Rosiléia Lopes, idealizadora do projeto Depressão 360, exclusivo para psicólogos e do grupo de auto ajuda “Amo Alguém Com Depressão”, para pessoas com depressão e familiares; Marcelo Aceti, escritor e professor, idealizador da iniciativa “se você ama alguém que sofre”; Alan Teixeira, presidente da Associação Niteroiense de Apoio à Vida e coordenador do CVV Niterói; a Terapeuta Ocupacional, Mestre em Psicologia do Aprendizado e Desenvolvimento Humano (IP-USP), Especialista em Docência na Saúde  (UFRGS), Mirian Ribeiro Conceição e o psiquiatra e Mestre em Psiquiatria e Saúde Mental pela UFRJ, Especialista em Psiquiatria pela UERJ, Especialização em Psicoterapia Infantojuvenil pelo Instituto Fernandes Figueira (FIOCRUZ) e o Preceptor e Docente da Residência Médica em Psiquiatria do HPJ, Ruy Cutrim. A Sessão contou com a participação de mais de 50 pessoas no Plenário e através da sala virtual.

Os participantes levantaram discussões sobre a importância na observação do comportamento de quem precisa de ajuda, a integração da rede de apoio no auxílio, maneiras de colaborar, e a sensibilidade necessária na escuta e atenção. “Somente entre 10 e 15 por cento das pessoas que sofrem de depressão têm diagnóstico e tratamento adequados”, contou Marcelo Aceti. Alan Teixeira propõs a criação, através do mandato do vereador Jhonatan Anjos, do Plano Municipal de Prevenção ao Suicídio. A Dra. Mirian Ribeiro enfatizou a necessidade de tratar a depressão e a saúde mental através da educação, do trabalho, do lazer e da cultura, não apenas  quando o caso chega à emergência hospitalar. A psicóloga Rosiléia Lopes disponibilizou, gratuitamente, um e-book sobre o assunto que pode ser baixado pelo site bit.ly/depressaofamilias .

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também possui um material que contém recomendações para a prevenção do suicídio. Ele aponta 15 causas comuns para seu cometimento, como abuso de álcool e drogas, perdas ou tristeza e outros transtornos mentais, como esquizofrenia. A família e os amigos também têm papel fundamental e devem estar disponíveis para abordar pessoas que parecem estar sofrendo ou passando por mudanças significativas ou repentinas de comportamento. Ainda de acordo com a OMS, noventa por cento dos suicídios poderiam ser prevenidos.

“A legislação que não alcança a ponta não afeta as pessoas. O debate não finaliza aqui, na realidade é o início da discussão deste assunto tão relevante para para todas as famílias, para todos nós”, conclui o vereador Jhonatan Anjos.

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