Niterói terá Área de Proteção ao Ciclista de Competição no túnel Charitas-Cafubá - Niterói
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Niterói terá Área de Proteção ao Ciclista de Competição no túnel Charitas-Cafubá

No período de 4h às 6 horas, diariamente, faixas exclusivas de ônibus do sistema BHLS contarão com operação de trânsito para bloquear a entrada de automóveis no trecho e garantir as condições de segurança viária para a prática do esporte

A partir do dia 1 de julho, Niterói passará a contar com a Área de Proteção ao Ciclista de Competição (APCC), que se dará através de adaptação da operação de trânsito nas faixas exclusivas de ônibus do sistema BHLS da Transoceânica. No período de 4h às 6 horas, diariamente, o corredor de ônibus ao longo do túnel Charitas-Cafubá, em suas duas galerias, será direcionado ao treino de ciclistas de alta performance, com operação de trânsito para bloquear a entrada de automóveis neste trecho e garantir as condições de segurança viária necessárias para a prática do esporte.

A medida tem como objetivo dar mais segurança aos ciclistas niteroienses em seus treinamentos de ciclismo de estrada. Atualmente, o município conta com uma infraestrutura dedicada a esta prática do ciclismo: a ciclofaixa temporária em São Francisco, ao longo da Avenida Quintino Bocaiúva, implantada com o intuito de ser uma faixa exclusiva para o uso da bicicleta, sem necessidade de operação de trânsito. E que fora do seu horário regulamentado, de 4 às 6 horas, pode ser usada como faixa de rolamento ou estacionamento.

A NitTrans explica que a ação faz parte de uma série de ajustes viários promovidos, iniciados em maio, ao longo dos trajetos por onde passam os ônibus que operam as linhas do BHLS.  E a Coordenadoria Niterói de Bicicleta reforça que esta era uma reivindicação dos ciclistas de competição da cidade.

Responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões destaca que as APCCs estão presentes por todo o Brasil, sendo o município do Rio de Janeiro um dos casos mais emblemáticos, com a APCC nas vias expressas no Aterro do Flamengo, na Praia da Reserva, e mais recentemente, a APCC do Porto. “Mesmo usando vias tão importantes para o sistema viário da cidade, não há impacto no trânsito, considerando os horários da operação: o ciclismo é praticado de 4h às 6 horas”, conta Filipe Simões. “A ideia com a criação da APCC é oferecer um local de treino com condições adequadas de segurança viária que atraia os grupos consolidados da cidade e potenciais novos ciclistas”, acrescenta.

De acordo com Filipe Simões, com as alterações da intensidade do tráfego viário nos bairros de São Francisco e Charitas, após a inauguração do túnel Charitas-Cafubá, a ciclofaixa temporária de treino teve uma perda considerável nas condições de segurança, uma vez que as avenidas Quintino Bocaiúva e Sílvio Picanço tornaram-se um dos principais eixos de conexão entre a Região Oceânica e os bairros centrais da cidade. “Considerando essa mudança significativa no contexto da infraestrutura viária destes bairros, tornou-se necessário alterar o local de treino dos ciclistas de competição, tornando as condições de mobilidade mais adequadas aos ciclistas, motoristas e passageiros do transporte público em São Francisco. Assim, foi elencado a via segregada do túnel Charitas-Cafubá como uma melhor opção para atender as condições de segurança para o ciclista de competição, contando com uma operação de trânsito para garantir seu melhor funcionamento”, pontua.

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