Carboidrato? Não, obrigada!

A busca pelo corpo perfeito sempre foi desejo de muita gente e, com isso, na maioria das vezes a saúde era comprometida em nome da estética. Um levantamento feito pelo Google, em 2017, aponta que o termo que mais cresceu relacionado a emagrecimento na plataforma de busca foi “dieta low carb” — cerca de 986% em comparação a 2016. Low carb ao pé da letra significa baixo carboidrato e propõe que o consumo de carboidratos seja o menor possível. Mas é importante ressaltar, que uma redução extrema de carboidratos pode ter consequências para a sua saúde e deve sempre ser acompanhada de um(a) nutricionista.

Referência no assunto, a chef de culinária saudável Mila Cozzi ministra curso intensivo de low carb por todo País. Por conta de uma doença que teve na adolescência, foi obrigada a mudar seus hábitos alimentares e deu início, aos 18 anos, a prática da alimentação saudável. Nesta época, começou a cozinhar e divulgar sem qualquer pretensão os seus pratos. Mila acaba de inaugurar seu ateliê em São Francisco, focado em produtos elaborados com ingredientes funcionais, como tortas, quiches, pães e bolos, seguindo a linha low carb e que em breve, será aberto para delivery.

“Faz mais ou menos 2 anos que optei seguir o low carb. Foi a estratégia nutricional que o meu corpo melhor se adaptou. Além disso, meu curso muda a vida das pessoas, pois, elas começam a perceber que podem sim fazer outra coisa de suas vidas. Uma médica-cirurgiã já decidiu abandonar a medicina e investir na gastronomia após o curso. As pessoas precisam ser encorajadas”, salienta Mila.

Após perceber que o peso estava atrapalhando sua saúde, a estudante de Niterói, Leticia Cravo, de 18 anos, adotou a dieta low carb em sua rotina após um alerta médico e não se arrepende. “Comecei minha relação com a dieta low carb quando fui à minha ginecologista e recebi a notícia de que eu estava muito acima do peso, o que poderia me atrapalhar em questões relacionadas à saúde de uma forma geral”, conta.

Letícia Cravo, antes e depois da dieta

Leticia explica que sua relação com os alimentos mudou desde então e que o mito de que os alimentos não podem ser substituídos pode ser quebrado. “É possível substituir massas, como macarrão e lasanha, por abobrinha, pupunha ou berinjela. Inclusive, existem ótimas receitas pela internet e super fáceis de serem feitas”.

Porém, como toda dieta alimentar, é importante ressaltar a importância do acompanhamento médico e nutricional no processo para que o corpo não perca nutrientes e vitaminas. “Desde que seja acompanhada por um nutricionista, este tipo de alimentação não tem perigo algum”, pontua a chef.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Inline
Inline