Orquestra de Cordas torna-se Patrimônio Cultural Imaterial do Rio

A ALERJ aprovou na última quarta-feira (03/10) o Projeto de Lei nº 3033/2017, do deputado estadual Waldeck Carneiro, que declara a Orquestra de Cordas da Grota, do bairro de São Francisco, em Niterói, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. “A Orquestra de Cordas da Grota conta com mais de 300 alunos, tendo também outros filhos ilustres: o Grupo Negros e Vozes e o Conjunto de Flauta da Grota. Tornou-se Ponto de Cultura niteroiense e oferece, além das aulas de música, cursos variados. O Espaço Cultural da Grota realiza, desde 2010, em dezembro, o Concerto dos 400, quando tocam juntos alunos dos dez núcleos de multiplicação da orquestra no Estado”, revela Waldeck.

A Orquestra de Cordas da Grota começou como um projeto social de Otávia Paes Selles, professora aposentada que ministrava aulas de reforço na Grota do Surucucu. Em 1995, seu filho, o músico Márcio Selles, passou a ensinar flauta, violino, violoncelo e viola aos alunos. Com a morte de Otávia, em 1998, Márcio e a esposa, a flautista Lenora Pinto Mendes, comandaram o projeto e criaram a Orquestra de Cordas da Grota. Com repertório de música erudita e clássica, a orquestra já se apresentou em Portugal, Estados Unidos, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras e Belize. Recebeu dois Prêmios da Cultura do Governo do estado e foi considerada de utilidade pública em Niterói, município em que já foi declarada como patrimônio cultural.

Vários alunos da Grota, que é apoiada pela Petrobras, tornaram-se professores ou músicos profissionais. Em 2007, os gêmeos Wagner e Walther, filhos do luthier da orquestra, Jonas Caldas, ganharam uma bolsa de estudos na University of Northern Iowa, em Cedar Falls, nos EUA. Montaram por lá a banda Brazilian 2Win (cavaquinho, violino, baixo e bateria) e mantêm um projeto social na faculdade, onde ministram aulas de música.

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