Fiscalização tira das ruas cinco ônibus por falha no equipamento para uso de deficientes

Ação conjunta da coordenadoria de Acessibilidade e subsecretaria de Transportes multou 13 ônibus

A Coordenadoria Municipal de Acessibilidade e a Subsecretaria Municipal de Transportes de Niterói tiram de circulação cinco ônibus de linhas municipais por falhas nos equipamentos que permitem o acesso de pessoas como deficiência aos coletivos. Outros nove ônibus foram autuados, mas continuaram nas ruas. A fiscalização conjunta aconteceu na semana passada na garagem de uma empresa de ônibus na Venda da Cruz, e se estendeu aos pontos de ônibus próximos ao local.

A fiscalização foi motivada por denúncias de cadeirantes da cidade, que tiveram dificuldades de embarcar nos ônibus. Representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro acompanharam a ação dos órgãos municipais.

Foram vistoriados 20 ônibus, de diversas linhas municipais. Cinco deles foram recolhidos às garagens e só podem voltar a circular depois de sanadas as falhas detectadas pela fiscalização. Em dois deles os elevadores usados por cadeirantes não estavam funcionando. Nos outros três os equipamentos estavam muito degradados.

Outros nove ônibus foram multados por ausência da cigarra ou mau estado de conservação dos equipamentos, incluindo o cinto de segurança, item também obrigatório para uso dos cadeirantes nos ônibus. A multa para falhas no equipamento de acesso a cadeirantes em ônibus pode chegar a R$ 1 mil.

A coordenadora municipal de Acessibilidade, Tânia Rodrigues, que é cadeirante, acompanhou a fiscalização e chegou a testar ela mesma o funcionamento de alguns equipamentos. Tânia Rodrigues disse que vai intensificar ações deste tipo, já que tem recebido na Coordenadoria de Acessibilidade muitas reclamações de usuários.

“Em todas as fiscalizações realizadas, sempre encontramos problemas nos elevadores. E as pessoas com deficiência e dificuldade de locomoção precisam desses equipamentos para embarcar nos ônibus. Um direito garantido por lei. Mas o que vemos são os elevadores com defeito ou motoristas que não são treinados para operá-los”, diz a coordenadora.

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