Oficina de Horta Urbana é tema do Coletivo Virgínia Bicudo

Segundo encontro do grupo propõe atividade como forma de relaxamento mental

O primeiro encontro do Coletivo Virgínia Bicudo superou as expectativas. Trocas de experiências, dinâmicas, leitura de depoimentos e outras atividades marcaram a primeira reunião do grupo de apoio não-terapêutico. Animados com a resposta do público, o Coletivo programou o segundo encontro que acontece neste sábado (25.11), às 10h, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (CCPCM), dentro do Campo de São Bento, em Niterói.

A proposta, desta vez, é promover uma oficina de Horta Urbana como forma de relaxamento mental.  A mente que tem capacidade incrível para guardar e reviver traumas, medos, rejeições e angústias do passado, bem como se ocupar excessivamente do futuro, é incentivado a passar por um novo processo, uma caminhada positiva e fortalecedora. Assim, as sinapses neurais são estimuladas através da capacidade de aprendizagem e interação com o ambiente.

–  Atividades manuais, como o cultivo e o cuidado das plantas, ajudam na conexão com o momento presente, apreciando o bem-estar, sentindo as texturas, cheiros, sensações de úmido ou seco, cores e o conjunto em geral. O contato com a natureza, por si só, não é uma terapia, mas pode ser um coadjuvante importante no processo. Dentro do Coletivo é uma oportunidade para construir laços afetivos e histórias em conjunto, o que é um grande fator de proteção no desenvolvimento humano – ressalta uma das psicólogas do grupo, Luana Garcia.

Oficina de Horta Urbana

Formado em jardinagem e permacultura, Otávio Rocha, 22 anos, é o jovem que vai realizar a oficina. Com experiências em grandes instituições sociais, o profissional  aprendeu inicialmente as técnicas da terra com o pai que plantava para a subsistência da família. Tomou gosto pela profissão e trabalhou como jardineiro na zona sul de Niterói. Hoje, desenvolve a própria produção através do sistema de aquaponia – sistema de cultivo que une a piscicultura (cultivo de peixes).

 Horticultor há 13 anos, paisagista seis e permacultor cinco formam o currículo do produtor de peixes, plantas ornamentais, hortas orgânicas, além de implantar, realizar manutenção de sistemas aquapônicos e hortas convencionais no Espaço Folha e Raiz, em São Gonçalo. Otávio se solidarizou à proposta do Coletivo por acreditar que atividades manuais e em contato com a natureza podem favorecer o cooperativismo, o relacionamento, a amizade e a diversão.

 – Fico feliz em realizar esta oficina, já dei aula para adultos, jovens, crianças com necessidade especiais e é sempre um aprendizado para mim porque todos são especiais. Cada vez que eu tenho a oportunidade de mostrar o meu trabalho faço com o máximo de atenção no processo de aprendizagem do aluno e o quanto aquele momento pode se tornar importante e inspirador para cada um – disse o paisagista e permacultor, Otávio Rocha.

 

O Coletivo

O Coletivo Virgínia Bicudo, grupo de apoio não-terapêutico é formado por moradores de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Friburgo, Petrópolis, Saquarema, São Paulo, Bahia e Ceará. A iniciativa realiza roda de conversa entre pacientes e profissionais das áreas de saúde (psicologia e assistência social), neuropedagogia e terapias alternativas como objetivo de levar para o espaço público o diálogo franco, aberto e democrático sobre Saúde Mental.


SERVIÇO

#coletivovirginiabicudo

Data: 25/11/2017 (sábado)

Horário: 10h

Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (CCPCM) – Rua Lopes Trovão, Niterói.

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