Prefeito de Niterói visita abrigo para adolescentes do Município

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, esteve na tarde desta terça-feira (22/8), vistoriando as melhorias que foram realizadas na Unidade de Acolhimento Paulo Freire. Rodrigo Neves conversou com os jovens acolhidos e aproveitou para parabenizar os técnicos e profissionais envolvidos no trabalho realizado no local. A Prefeitura de Niterói dobrou os investimentos em Assistência social nos últimos anos.

“Vamos continuar acompanhando esse trabalho e dando apoio. O investimento que a Prefeitura faz no sistema de proteção social é muito expressivo. Recentemente, nós reabrimos o restaurante popular de Niterói, que estava fechado pelo Estado, e que já atendeu a mais de 250 mil pessoas nesses sete meses de reabertura. Tão importante quanto os investimentos em infraestrutura que Niterói esperava há muito tempo, como o túnel Charitas-Cafubá, são os investimentos nas equipes e nesse trabalho. É motivo de orgulho para cada niteroiense saber que nossa cidade também tem esse olhar para aqueles mais frágeis, que precisam de assistência e uma rede de proteção social”, enfatiza.

O prefeito ressalta que o abrigo Paulo Freire é um equipamento público muito importante no sistema de proteção social da cidade, que possui 20 vagas para meninos de 12 a 18 anos incompletos. A unidade conta com três quartos equipados com ar-condicionado e armários individuais, além de um banheiro, com a participação dos jovens na rotina de limpeza. O espaço tem ainda sala de estar com estante de livros e televisão, e cozinha. Há, ainda, uma quadra na lateral da casa. Todos recebem seis refeições por dia.

A secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Verônica Lima, explica que atualmente sete adolescentes estão abrigados no local e atendidos por uma equipe de 18 profissionais, entre psicólogos, pedagogos, assistentes e educadores sociais, que desenvolvem um programa de reinserção desses adolescentes em suas famílias.

“Nós temos cinco abrigos para pessoas em situação de rua, sendo três para adultos e dois abrigos para crianças e adolescentes. Todos passaram por reformas nos últimos dois anos. Os abrigos possuem um plano pedagógico consistente. É realizado um trabalho com essas crianças de integração com suas famílias e fortalecimento destes vínculos. Tenho certeza que estamos no caminho certo para garantir a cidadania das nossas crianças e adolescentes da cidade”, explica Verônica Lima.

A unidade Paulo Freire passou por obras este ano, com a reforma completa do telhado, pintura de paredes, janelas, portas e da quadra, manutenção de instalações elétricas e hidráulicas, instalação de novos equipamentos e substituição do mobiliário.

Victor Tavares Batista, 27, psicólogo e coordenador da instituição, revela que a maior parte dos acolhidos chega ao abrigo sem documentação, então, o primeiro passo é a retirada da segunda via dos documentos, seguindo pela inserção nas redes municipais de Educação e de Saúde. Os jovens também são encaminhados para cursos profissionalizantes.

“Temos audiência de reavaliação do caso de cada jovem a cada seis meses, para entender qual a necessidade de manter esse acolhimento institucional. Se conseguimos reconstruir os laços familiares, solicitamos o encaminhamento para a equipe técnica dos juízes e para a autoridade judiciária do município. Se a Justiça aceita nossa sugestão, esses adolescentes são encaminhados para casa e acompanhados pela Secretaria. O jovem só fica até os 18 anos em excepcionalidades. Estamos sempre tentando elaborar possibilidade de reintegração”, finaliza o coordenador.

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