EMPREENDEDORISMO: Um nó chamado empreender

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Como desatá-lo? Abrir um negócio não é uma jornada fácil. Muitos empreendedores passam anos tentando viabilizar seus sonhos ou simplesmente não tentam. Como algumas pessoas já relataram: “tenho medo de empreender”. Ter medo faz parte! E isso é mais comum do que possa parecer.

O escritor Austin Kleon no livro – Roube Como Um Artista: 10 dicas sobre a criatividade (leitura rápida e gostosa) – apresenta o gráfico de vida de um projeto que pode ser perfeitamente aplicado a jornada empreendedora:

Quem nunca teve uma ideia e pensou: “vou mudar o mundo com esta ideia”. Mas na hora de estruturar e construir o modelo de negócios, percebeu que seria bem mais difícil. Realmente, empreender no Brasil não é uma das tarefas mais fáceis. Segundo relatório do Banco Mundial, para se abrir uma empresa no Brasil, são necessários 80 dias, ou seja, quase 3 meses de burocracia e espera, enquanto na Nova Zelândia, em 01 dia você consegue viabilizar esta abertura. De 190 países pesquisados, o Brasil ocupa a 175ª posição no que se refere às regulamentações e aos procedimentos necessários a abertura de empresas.

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A situação não é favorável, porém está mudando. Há avanços, embora de forma lenta e pouco gradual. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, pretende implantar o programa Empreenda Fácil, no qual a abertura de empresas ocorrerá em até 1 semana. Construir um negócio não depende só do governo, depende (e muito) das diretrizes tomadas pelo empreendedor, como por exemplo: escolher um sócio.

Ter um sócio não é algo tão simples. Sociedade é um tipo de casamento entre duas ou mais pessoas com complexidades relacionais que influem diretamente na gestão do negócio para o bem ou para o mal. Muitas empresas fecham as portas devido ao desentendimento e até briga entre sócios. Sendo assim, como escolher um sócio?

É fácil ver empreendedores que chamam amigos para serem sócios em uma empresa. Para muitos, está é a primeira opção. Todavia, será que é a melhor alternativa? Um amigo realmente é uma pessoa especial, mas será que é a pessoa certa para corresponder as expectativas na gestão de um negócio. Não confunda o bom relacionamento da amizade com um possível relacionamento societário. Sim, amigos podem ser sócios, mas antes de qualquer escolha entenda como fazê-la.

Sociedade é um tipo de casamento entre duas ou mais pessoas com complexidades relacionais que influem diretamente na gestão do negócio para o bem ou para o mal.”

Não há um número cabalístico sobre quantos sócios uma empresa deva ter. Aos poucos os empreendedores e fundadores do negócio vão alinhando essa quantidade cabalística. Ter 1 sócio (2 pessoas no controle da empresa) é uma maneira de dividir responsabilidades, desafios, medos, vitórias, custos, lucros (também) e sucesso. A gestão de crise e conflitos entre os sócios também é mais fácil. O problema pode estar no processo decisório, caso um diga “sim” e o outro “não”, qual decisão prevalecerá? Ter 2 sócios (3 pessoas no controle do negócio) é uma maneira de minimizar os impactos no processo decisório, uma vez que um deles terá o voto de minerva. No entanto, a gestão de crises e conflitos entre os sócios demandará mais atenção. E assim, a complexidade vai aumentando, conforme a quantidade.

Ao escolher um sócio, deve-se pensar em pessoas que complementam as competências do empreendedor, ou seja, que preencham as habilidades que faltam nele. Não gosta ou não sabe sobre finanças, que tal um sócio que domine esta temática? Ao escolher um sócio, pense em um colaborador: com responsabilidade; ético, saiba entregar resultados; tenha comprometimento com o propósito do negócio; possua noção de pertencimento (necessário para delegar); disponibilidade de tempo;  que complemente as habilidades do empreendedor e um pouco louco (um pouco de loucura sempre é bom para negócios inovadores e para fazer acontecer).

Ter um sócio não é obrigação, depende de como a ideia foi concebida e planejada ou de como está estruturado o modelo de negócio. Muitas empresas são compostas por uma única pessoa, como o próprio MEI – Microempreendedor Individual – confirma e apoia este tipo de negócio. Todavia, pense em contar com outras pessoas para o futuro (crescimento) da empresa. Afinal, dificilmente se chega a algum lugar sozinho.

Resiliência e até a próxima.

Abraços,

Leonardo POA Campos

Empreendedor e Prof. do MBA em Gestão de Serviços da UFF e do IBMEC.

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Que tal um feedback? Afinal, feedbacks promovem a boa gestão. Contato: feedbacker.br@gmail.com

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