CIDADE: Túnel Charitas-Cafubá tem primeiro teste com ônibus

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CIDADE – A Prefeitura de Niterói realizou na tarde desta terça-feira (27/9) o primeiro teste de um ônibus circulando dentro do túnel Charitas-Cafubá, que integra a obra da TransOceânica. Durante 15 minutos, um ônibus do consórcio TransOceânico percorreu a pista de concreto da galeria Luís Antônio Pimentel, saindo do Cafubá e chegando a Charitas. O trajeto foi acompanhado pelo vice-prefeito Axel Grael e pela secretária municipal de Urbanismo e Mobilidade Urbana, Verena Andreatta.

Um mesmo teste com ônibus já havia sido feito na pista do BHS fora do túnel no ano passado.
O vice-prefeito considerou a ação positiva e destacou que a TransOceânica será um ganho para a mobilidade, não só para quem mora na Região Oceânica, mas como também para toda a cidade.
“O teste foi importante. Uma coisa é projetar e simular, a outra é colocar o equipamento em escala real. O trajeto aconteceu sem dificuldade nenhuma. Lembrando que este túnel terá um sistema de monitoramento, um centro de controle operacional, que vai monitorar quando tiver acidente ou um carro enguiçar, por exemplo. A TransOceânica é um ganho de solução para a mobilidade, não só para quem mora na Região Oceânica como também em toda Niterói. Quem mora em Icaraí, por exemplo, e usufrui as praias oceânicas vai poder chegar de forma mais ágil e rápida ao seu local de destino, usando o transporte coletivo, sendo que a obra vai promover uma redução de 20% no deslocamento de automóveis, percentual que será transferido para o transporte coletivo. Sem contar que haverá também ciclovia dentro das galerias. Além disso, vamos ter a integração com outros modais, como o catamarã”, declarou.
Axel falou também sobre os ganhos ambientais que a obra vai trazer para a cidade, como as estações de tratamento de ar e o replantio de árvores.
“Ao tirar carro da rua, você reduz engarrafamentos, além da emissão de gases de efeito estufa e outros prejudiciais à saúde. Quanto mais otimizar e melhorar a qualidade do transporte e reduzir as possibilidades de engarrafamento, melhor fica para a qualidade de vida do cidadão. Teremos uma rede de monitoramento de ar ao longo de toda a TransOceânica que será o embrião de um sistema que vai atender a toda a cidade. Vamos ter o replantio de árvores, deveremos ter mais de 2.000 árvores replantadas ao longo da área de influência da TransOceânica”, disse.
A secretária de Urbanismo, Verena Andreatta, afirmou que o teste foi de fundamental importância.
“Temos a geometria da via pronta. O ônibus fez uma viagem tranquila e segura, a pista está bem pavimentada e as dimensões bastante adequadas para o sistema BHS”, frisou.
A TransOceânica
 
A TransOceânica terá 9,3 quilômetros de extensão, vai atender diretamente a 11 bairros da Região Oceânica de Niterói e por ela circularão cerca de 80 mil pessoas por dia.

A obra terá um papel importante na mobilidade de Niterói: além de 13 estações de ônibus BHS, contará com ciclovia e estará integrada à estação do catamarã de Charitas. No sistema BHS, os ônibus têm ar-condicionado, portas dos dois lados, circulam em faixas exclusivas e os passageiros pagam a passagem no terminal, antes de embarcar. O túnel não terá pedágio e contará com ciclovia.

O principal ganho que a TransOceânica vai trazer para Niterói será no trajeto entre a Região Oceânica e a Zona Sul, reduzindo o tempo e a extensão pela metade. Hoje, os 18 quilômetros que separam as duas regiões são percorridos em uma hora. A obra tem custo de R$ 310 milhões, financiados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal (R$ 292 milhões); e da Prefeitura (R$ 18 milhões).

Fotos: Alexandre Vieira

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