Dia de combate a hanseníase em Niterói

A Fundação Municipal de Saúde de Niterói realizou, nesta segunda-feira (28), Dia Mundial da Luta Contra a Hanseníase, atividades educativas em unidades da rede com objetivo de informar a população sobre a transmissão, sintomas e tratamento da doença. Na cidade, o tratamento é feito em todas as unidades do Programa Médico de Família, nas Policlínicas Dr. Sérgio Arouca, no Vital Brazil; Regional Carlos Antônio da Silva, em São Lourenço; do Largo da Batalha; de Itaipu; Regional da Engenhoca; Dr. João da Silva Vizela, no Barreto.

Na Policlínica Regional de Itaipu, por exemplo, profissionais de saúde montaram uma tenda de divulgação e informação, além da sala de espera, em que os usuários que estão na fila aguardando atendimento recebem uma palestra sobre o tema. Pessoas que estiveram na unidade apresentando manchas no corpo também foram avaliadas. “Explicamos sobre a doença, falamos de transmissão e da importância do diagnóstico precoce. Alertamos que quanto mais rápido é descoberta, maior a chance de cura. Além disso, informamos que o tratamento é gratuito nas unidades de saúde”, detalhou a administradora da unidade, Lúcia Helena.

A hanseníase é uma doença que atinge a pele, os nervos, em especial os da face, mãos, antebraços, pernas e pés. Em geral são manchas mais claras ou mais avermelhadas que a pele. As manchas são “dormentes”, isto é, nelas não se sente normalmente a diferença entre quente e frio, e às vezes nem a sensação de dor. Pode haver áreas de pele sem manchas, com “dormência”. A transmissão se dá por meio das vias aéreas superiores de indivíduos não tratados que eliminam o bacilo ao falar, tossir e espirrar.

O modo de detecção pode ser realizado por meio de encaminhamento para a Unidade de Saúde, demanda espontânea, exame de coletividades ou ainda por meio de contatos de um indivíduo com Hanseníase. Uma vez que o usuário passa pela consulta com o médico e é diagnosticado com a doença, inicia-se o tratamento, de forma gratuita, sendo acompanhado pela equipe da unidade de saúde ao longo do tratamento até sua cura. Em geral, pode durar de 6 até 12 meses, de acordo com a evolução da doença.

Elson José da Cunha, de 67 anos, foi diagnosticado com hanseníase há seis meses em um exame realizado na Policlínica do Largo da Batalha. Morador da Região Oceânica, o aposentado foi encaminhado para fazer o tratamento na Policlínica de Itaipu. “Acabei de terminar a primeira fase do tratamento. Agora serei avaliado para ver a evolução e saber se já estou curado ou se precisarei continuar tratando. Só tenho a agradecer toda a equipe e dizer que o atendimento está sendo ótimo. Estou muito satisfeito com o suporte dado a mim”, agradeceu o aposentado.

A hanseníase tem cura e a partir do início do tratamento não há necessidade de qualquer alteração na rotina de vida dos indivíduos, ou seja, podem conviver com a família, amigos e trabalhar normalmente.

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