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MEIO AMBIENTE: Encontro debate soluções para a saúde ambiental da Baía de Guanabara

MEIO AMBIENTE: Encontro debate soluções para a saúde ambiental da Baía de Guanabara

MEIO AMBIENTE – A saúde ambiental da Baía de Guanabara foi tema do segundo workshop da cooperação técnica entre o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam)  e o Centro de Ciências Ambientais da Universidade de Maryland, responsável pelo trabalho de despoluição da Baía de Chesapeak, nos Estados Unidos. O encontro foi realizado na sede da Defesa Civil de Niterói, na manhã da última quinta-feira (23.6), e contou com a presença do vice-prefeito Axel Grael, que apresentou um trabalho intitulado Baía Nota 10.

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O workshop  visa a elaboração de um boletim com o estudo que avaliará a saúde e apresentará o processo de recuperação da baía e de sua bacia hidrográfica.  O objetivo dos encontros é desenvolver um esboço preliminar dos indicadores e regiões a serem reportadas para a avaliação da baía, com rigor científico, transparência e de fácil leitura para alcançar a população.

Axel Grael destacou a importância da cooperação técnica, mesmo com as diferenças entre o trabalho feito na Baía de Chesapeake pelos profissionais da Universidade de Maryland e os estudos já realizados na Baía de Guanabara.

“Os dois trabalhos começaram na mesma época, mas com realidades diferentes, já que nós ainda tentávamos resolver a questão do tratamento de esgoto, enquanto eles já estavam mais avançados. A própria diferença é uma boa inspiração pra gente. Eles têm alguns modelos e soluções gerenciais que são interessantes pra gente. Nem tudo se adapta bem, por conta das diferenças culturais, mas eles têm dado uma boa contribuição no que diz respeito a um sistema mais transparente, mais confiável e de compreensão pública de monitoramento. São esses fatores que geram muitos dos problemas que temos hoje. O Estado já gastou mais de R$ 1 bilhão e não consegue demonstrar se melhorou ou piorou. Acho que esse tipo de sistemática é importante até para dá visibilidade e mostrar avanços. Nossa tradição de monitoramento é errada, a gente monitora a evolução física das obras, eles trabalham a performance ambiental”, afirmou o vice-prefeito.

Na apresentação do programa Baía Nota 10, Grael mostrou o trabalho que foi desenvolvido por ele e outros técnicos em 2004, quando era presidente do Instituto Baía de Guanabara. Os professore de Maryland pediram para conhecer o projeto, que se baseou no modelo utilizado na Baía de Chesapeake.

No encontro foram disponibilizados dados referentes aos indicadores ambientais, assim como as fraquezas e potencialidades desses indicadores. O grupo de trabalho formado tem como desafio refinar uma visão compartilhada da saúde da Baía de Guanabara e assim definir o conjunto de indicadores e os seus valores limites que serão utilizados para caracterizar o estado atual da Baía.

O plano

O Plano de Recuperação da Baía de Guanabara prevê a implantação de um moderno sistema de informações disponibilizado em plataforma digital. Em um painel será possível compartilhar informações sobre a baía, monitorar os principais indicadores e integrar todos os dados , além de garantir à sociedade o acompanhamento das mudanças na qualidade ambiental das águas. Desta forma, será possível saber, em tempo real, onde estão as fontes de poluição e o que está sendo feito em termos de recuperação ambiental.

 

 

Fotos Luciana Carneiro